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Gestão

5 dicas para criar um código de conduta de internet

By 31/03/2015abril 7th, 2022No Comments
Assignment: circles - by Mary Schreirer - CC:BY-NC-SA

Assignment: circles - by Mary Schreirer - CC:BY-NC-SA

Uma pesquisa da Intel com trabalhadores de diversos países revela que a maioria dos profissionais utiliza seus dispositivos pessoais para alguma atividade profissional e, também, que a maioria usa computadores e dispositivos móveis cedidos pela empresa para atividades pessoais.

A pesquisa foi conduzida pela empresa MSI Research com 2.500 entrevistados com idades entre 18 a 65 anos nos Estados Unidos, Canadá, Espanha, Reino Unido, Alemanha, Itália, França, Holanda, Japão, Índia, Brasil e México. No Brasil, foram entrevistadas 200 pessoas.

Os principais resultados da pesquisa no Brasil:

  • Quando estão no trabalho, 86% dos entrevistados disseram que passam mais de três horas por dia na Internet por razões relacionadas à sua função na empresa; 39% afirmam que também passam mais de 3 horas por dia na Internet trabalhando mesmo quando estão em casa.
  • A maioria das pessoas usa o dispositivo corporativo para atividades pessoais como checar e-mails (84%), realizar atividades bancárias (52%) ou fazer compras online (34%).
  • 65% dizem usar o smartphone pessoal para trabalhar, enquanto 38% usam laptop pessoal para suas atividades profissionais.
  • 70% das pessoas se dizem preocupadas ou muito preocupadas com a segurança da informação quando estão trabalhando fora do escritório.
  • 49% afirmam se conectar a redes Wi-Fi com o laptop da empresa, mesmo sem saber se é seguro.
  • 71% dos entrevistados brasileiros acreditam que, no futuro, a empresa permitirá a utilização de dispositivos vestíveis e mais dispositivos pessoais no trabalho.
  • 66% acreditam que a empresa é responsável por proteger dados pessoais em dispositivos de trabalho.
  • 78% dos entrevistados se dizem confiantes ou muito confiantes de que o seu empregador toma as medidas necessárias para proteger todos os dados que são importantes.
  • 72% das pessoas consideram que a maior parte do trabalho que faz é confidencial ou privado.
  • 50% dos entrevistados acreditam que a empresa rastreia todos os seus dados e paradeiros.

Código de conduta: o que é, como fazer

Todos conhecem a importância de uma boa presença online: mais visibilidade, mais negócios, fidelização de clientes. O que poucas empresas fazem é criar sua própria política de uso para os funcionários. Afinal, é deste uso que nascem os piores mal entendidos e problemas de relações públicas.

E a pesquisa da Intel mostra, na prática, que há muita confusão no Brasil sobre o que é pessoal; o que é profissional e qual o limite entre um e outro.

Para construir a sua política de uso da internet – que também vale para o uso de equipamentos cedidos a funcionários – o empresário tem que ser realista e saber que uma boa política é específica, porque protege o que é sensível para o seu negócio e permite que seus funcionários usem a internet para desempenhar melhor suas funções.

  1. Foque no seu negócio: quais são as informações sensíveis, o que realmente não pode vazar.
  2. Confidencialidade: informações confidenciais não são comentadas, ninguém sabe que elas existem fora do ambiente específico. Sempre deixe claro o que é confidencial. E lembre: não resolve transformar tudo em confidencial.
  3. Comunicação é tudo. Sua empresa depende de exposição para continuar captando clientes, conquistando mercado.
  4. Defina com clareza o que é pessoal e o que é profissional. Os limites servem tanto para o horário de trabalho como para o uso de equipamentos (celular, notebook). Explique o que pode ou não a respeito de instalação de programas, uso de e-mail corporativo e todos os detalhes importantes para o seu negócio.
  5. Sempre crie um rascunho internamente, com todas as áreas, e converse com um advogado antes de implantar a política – muitas vezes, o que a gente imagina certo pode ser ilegal ou violar um direito do trabalhador.

 

Com informações E-commerce Brasil

Foto:MaryScheirer via Compfight cc

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