Não há muita novidade, até porque estamos falando de Brasil: a cada quatro anos, a Copa do Mundo reorganiza prioridades, hábitos e conversas.
Em 2026, a expectativa é que esse movimento seja ainda mais intenso. Estudos realizados sobre o maior evento esportivo mundial indicam que os brasileiros já estão consumindo conteúdos relacionados ao torneio.
O relatório “Predictions 2026”, da Ipsos, aponta que 59% da população planeja assistir à Copa do Mundo de futebol. Esse percentual sobe para 71% entre os homens da geração Z.
Em pesquisas mais segmentadas, o número é ainda maior: entre consumidores de conteúdo esportivo, 95% pretendem acompanhar o torneio.
No levantamento “O brasileiro e a Copa: mídia, influência e consumo”, realizado pelo Data-Makers sob encomenda do Resenha Digital Clube, 71% dos brasileiros afirmaram que pretendem elevar o consumo de produtos e serviços no período do evento.

Qual será o impacto da Copa no consumo dos brasileiros?
Apesar do foco no esporte, pelas características do evento, o aumento de consumo se distribui por diversas categorias, mas todas convergem para um mesmo ponto: a Copa transforma o lar, o bar, o feed e o carrinho de compras em extensões do estádio.
No varejo alimentar, por exemplo, 72% pretendem comprar petiscos para acompanhar os jogos, enquanto 66% devem adquirir doces e chocolates.
A busca por experiências coletivas também cresce: 76% dos entrevistados planejam ir mais a bares e restaurantes.
E, no digital, o movimento é igualmente expressivo. Segundo o estudo da Data-Makers, 64% das pessoas devem intensificar o uso de serviços como internet móvel, reforçando a jornada multiplataforma que já caracteriza o consumo esportivo.
Este é um ponto importante: a televisão continua sendo o centro gravitacional da experiência, mas não é mais o único.
Veja esse dado: 54% devem usar diferentes telas em uma jornada multiplataforma.
Entre as preferências, a TV aberta lidera (85%), contudo, as redes sociais ganharam espaço. O Instagram (82%) e os sites de notícias (77%) aparecem logo atrás como as principais fontes de informação e entretenimento, além de Youtube (70%) e TikTok (42%).
Como o e-commerce pode explorar melhor a data?
Para o e‑commerce, isso significa que a atenção do consumidor estará fragmentada, mas altamente ativa.
No dia a dia, então, podemos deduzir que as lojas terão um ambiente ideal para campanhas contextuais, ofertas relâmpago e ativações em tempo real.
A importância da associação com o evento é comprovada no estudo da Data‑Makers: 56% dos fãs vão preferir comprar marcas associadas ao evento.
É óbvio que essa é uma informação relevante para as grandes marcas que vão patrocinar o evento, mas é possível ter boas estratégias para entrar no clima da torcida.
Lembrando que, de acordo com as diretrizes de propriedade intelectual da FIFA, é vetado o emprego dos termos “Copa”, “Copa do Mundo”, “Mundial”, “Seleção” etc., além do uso de imagens relacionadas ao Mundial.
Um dos pontos a serem considerados é que, pela amplitude do evento, existe espaço para narrativas de emoção, humor e propósito que, aliás, estão em alta nas estratégias do varejo.
A pesquisa conduzida pela 94 Marketing & Football, em parceria com o Grupo Fala e a Opinion Box, indica que as campanhas mais eficazes são as que investem nessa combinação.
Veja os dados:
– 45% dos entrevistados disseram preferir ações com brindes ou promoções;
– 43% se conectam com campanhas de humor e emoção;
– e 68% valorizam marcas que expressam valores positivos, como inclusão e criatividade.
Uma boa iniciativa, neste caso, é a atuação junto com influenciadores digitais. Os estudos revelam que os torcedores consideram comprar produtos indicados por influenciadores, com destaque para ex‑atletas, técnicos e jornalistas esportivos.
A creator economy, portanto, não é acessório: é parte central da estratégia de conversão durante o torneio.
Copa do Mundo 2026: ações promocionais estão em alta!
No caso do e-commerce, refletindo sobre o que pode ser feito na área promocional, vale avaliar a possibilidade de criar páginas especiais e personalizar a identidade visual do site e das redes sociais com elementos inspirados no evento.
Em sinergia com as demandas atuais do comportamento do consumidor, é recomendado também organizar-se para fazer recomendações personalizadas.
Visando as iniciativas promocionais, com o objetivo de aumentar o tráfego e estimular compras por impulso, o repertório é extenso:
– promoções atreladas aos jogos costumam gerar grande impacto;
– descontos baseados no desempenho da seleção;
– ofertas relâmpago durante as partidas;
– ações gamificadas, como quizzes, rodas da sorte, cupons escondidos etc.
Nas redes sociais, tenha em mente que o engajamento cresce quando o e‑commerce participa da conversa: lives pré e pós‑jogo, desafios, hashtags próprias e conteúdos rápidos, como memes, ajudam a manter a marca presente no feed e na mente do consumidor.
Outra estratégia eficiente é a curadoria de produtos pensados para o momento da torcida. Kits de churrasco, decoração temática, bebidas, eletrônicos, TVs e acessórios tornam-se itens de desejo.
Para sair do óbvio, é importante pensar na logística como um diferencial competitivo: entregas rápidas antes de jogos importantes, frete grátis em dias decisivos e retirada expressa atendem ao consumidor que deixa tudo para a última hora.
Importante, ainda, investir na forma de abordagem do público. O e‑mail marketing ganha força quando usado com timing estratégico, enviando ofertas antes das partidas, lembretes no intervalo e ações especiais após os jogos.
Fique atento: o uso de dados é essencial para ajustar campanhas em tempo real, analisando picos de tráfego, produtos mais buscados e mensagens com melhor desempenho.
Cada negócio deve estudar bem as possibilidades, mas, para o e‑commerce, a proposta é clara: a Copa do Mundo 2026 não deve ser tratada apenas um pico de tráfego, mas como um fenômeno cultural que pode gerar excelentes oportunidades.
Conectar-se com o consumidor de forma autêntica é um dos desafios para obter destaque.
Além disso, como em outras datas comemorativas, é fundamental que as lojas estejam devidamente preparadas para aproveitar o potencial do evento.
Ou seja, empresas com maior aderência ao assunto, devem se organizar com antecedência para ajustar o sortimento e operações logísticas, para não correr o risco de decepcionar o cliente num momento tão importante.
É fato que o clima do evento acaba pautando as conversas e saber aproveitar esse engajamento é fundamental.
A estimativa é que, em todo o mundo, 5 bilhões de espectadores acompanhem a competição.
E as cifras que devem ser movimentadas também são bem altas: dados da Fifa projetam uma receita total de US$ 10,9 bilhões, aumento de 56% em relação à Copa do Mundo de 2022 no Catar.
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