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Vendas

Prós e contras na adoção do dropshipping

By 18/01/2022abril 5th, 2022No Comments

Ter um e-commerce deixou de ser uma opção para um grupo específico de empresas, até porque o consumidor, independentemente do nicho, hoje quer ter a conveniência da compra online.

E, vale lembrar, mesmo quem tinha alguma resistência a usar a internet para compras acabou aderindo no período da pandemia.

Assim, o comércio eletrônico não é mais tendência e sim pendência para quem almeja ter um negócio bem-sucedido.

Outra questão importante que temos insistido com nossos clientes: a adoção do digital permite que a empresa opte por diferentes modelos de atuação.

Em busca, por exemplo, de redução de custos para a operação, uma das opções é trabalhar com dropshipping.

Separamos algumas informações importantes sobre essa forma de fazer a gestão do estoque. Confira!

Quais as vantagens do dropshipping?

De forma objetiva, podemos indicar como principal benefício do dropshipping o custo. Neste modelo, a empresa faz a venda e encaminha a ordem de serviço para o fornecedor, responsável pelo envio do produto para o cliente.

A proposta, então, é que esse fornecedor atue como um parceiro da sua marca. Ou seja, é o nome da sua loja que vai aparecer, contudo, ele é que responde pela logística.

Em última instância, isso significa que o e-commerce atuará como um intermediário da venda. Fica a cargo dele todo o processo de venda, mas ele não precisa investir na manutenção daquela mercadoria em estoque.

O seu ganho será obtido a partir do lucro gerado pela diferença do preço cobrado pelo parceiro e do valor comercializado na loja virtual.

Quais os cuidados que devem ser adotados?

Para que o processo funcione da melhor forma possível, é importante que o e-commerce tenha como monitorar todos os passos da venda, até para evitar problemas.

Tenha em mente que, para o cliente final, é a sua marca que estará em exposição. Portanto, a escolha deste parceiro deve ser criteriosa.

Feito o acordo, todo o processo vai funcionar como nas lojas que têm estoque próprio. Ou seja, a compra ocorre normalmente no site ou nos demais canais – mobile, WhatsApp ou televendas.

Pagamento, geração de nota fiscal e a comunicação com o cliente serão feitas pela sua loja.

 Assim, leve em conta que, no caso de devolução ou troca, o contato será realizado via o e-commerce, mas a operação ficará a cargo do fornecedor.

O dropshipping, portanto, é uma forma diferenciada de fazer a gestão do estoque, mas este processo passa desapercebido pelo consumidor.

Relação ganha-ganha

Para a sua loja, como dissemos, a vantagem concentra-se nos custos. O negócio precisa de um capital de giro menor, uma vez que não terá as despesas com o espaço físico para armazenar a mercadoria, nem como funcionários para cuidar disso.

Quem está começando uma operação, por exemplo, pode direcionar o investimento para outras áreas do negócio.

É preciso destacar, ainda, a possibilidade de a loja ampliar o portfólio de produtos oferecidos. A partir daí, aumenta o seu poder de atração e de retenção da carteira de clientes.

A compra via internet tem essa característica: o consumidor prefere fazer uma compra maior, porque assim pode economizar no valor do frete.

O fornecedor, no caso, tem a vantagem de ter um parceiro que cuida de todo o processo de venda, sem que ele precise investir numa operação própria.

Hoje é comum que a indústria decida ter seu próprio canal de vendas, mas isso não significa que ela vá abrir mão dos parceiros que ajudam a escalar suas vendas.

E, em muitos casos, há até mesmo a preferência por manter-se focado apenas na produção e na entrega, sem envolver-se com a venda.

Quais são os riscos do dropshipping?

O dropshipping exige que haja uma relação de confiança entre o site e o fornecedor. No caso da loja, será péssimo para a sua imagem se o produto não tiver a qualidade adequada ou se a empresa não cumprir os prazos combinados em relação à entrega.

Para o fornecedor, o pior é que pode acontecer é a falta de pagamento ou mesmo atrasos recorrentes por parte do e-commerce.

A principal recomendação, então, é que as bases da parceria sejam estabelecidas de forma clara e objetiva, para que o fluxo de compra ocorra sem rupturas.

O e-commerce também se assegurar de ter o controle do processo, ou seja, dispor de ferramentas para fazer o monitoramento da venda.

É importante que a loja se relacione com o cliente, envie mensagens periodicamente, faça pesquisas de satisfação, enfim, cuide do pós-venda, independentemente do fato de que atua neste caso como um intermediário.

Fique atento: além de garantir uma experiência adequada para o consumidor, esta é uma forma de acompanhar o processo e, assim, avaliar os fornecedores que têm gerado melhores resultados.

Outra questão importante, no relacionamento com o distribuidor, é que a proximidade vai ajudar a loja a conhecer melhor as características do produto.

Isso é relevante, uma vez que é preciso cuidar da descrição dos produtos, que é um dos pontos que devem ser observados na organização do site da loja.

A opção pelo dropshipping pode ser uma alternativa para quem deseja expandir suas áreas de atuação para fora da sua região.

Neste caso, a compra será feita no site, mas a entrega será executada por um fornecedor que está naquela região.

No atual cenário mercadológico, têm-se destacado esses modelos mais flexíveis. Uma empresa pode até ter um canal de vendas, mas para determinadas regiões optar por acionar um parceiro local.

Quem vai atuar com dropshipping deve considerar que terá uma margem de lucro menor, uma vez que o valor é dividido com o fornecedor. Para compensar, pode valer a pena atuar com um portfólio maior de produtos.

O desafio é fazer a gestão dessas vendas da melhor forma possível e, por isso, a necessidade de a loja dispor de sistemas de vendas mais robustos que permitam fazer o monitoramento de todo o processo.

Por que investir no dropshipping?

O sucesso do dropshipping depende da organização desse fluxo de trabalho, de forma que a empresa possa desenvolver as estratégias adequadas para promover os itens.

Por exemplo, se determinado fornecedor está com o estoque baixo, é recomendado pausar as campanhas que estão rodando. Não faz muita lógica atrair o cliente até a loja apenas para a pessoa descobrir que a mercadoria não está disponível, correto?

Temos falado bastante da necessidade de colocar o cliente no centro das estratégias e é disto que se trata: investir cada vez mais na experiência de compra, considerando o que acontece desde a pesquisa até o pós-venda.

O e-commerce está em expansão, representa uma excelente oportunidade para escalar os negócios, mas é importante que isso ocorra de forma profissional e não amadora.

E, até em razão do fato de termos um público consumidor mais exigente e com muitas opções, é imprescindível que as operações busquem caminhos que ajudem a basear suas vendas em relacionamento.

Entendemos que as práticas adotadas para a gestão do estoque, como o dropshipping, devem ser avaliadas nesta perspectiva de oferta de condições mais adequadas.

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Artigo originalmente publicado no Portal E-Commerce Brasil.

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