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Operação

Tendências e impactos da digitalização

By 21/07/2016abril 5th, 2022No Comments

A Geneva Association, um think tank da indústria de seguros, divulgou um estudo sobre as mudanças que vivemos nas últimas décadas que muito interessa a todos que trabalham com e-commerce: as tendências e impactos da digitalização. No paper – que está disponível em inglês – a associação mostra o quanto a digitalização avançou e transformou não só o mundo e as pessoas, mas as formas como fazemos negócios.

A entidade classifica a onda como a 4ª revolução industrial, da transformação digital, em que acontece a interação e crescente uso de sistemas inteligentes (sim, inteligência artificial), com uso intensivo do Big Data e novos modelos de negócio que emergem em torno deste fato.

Existem cinco forças tecnológicas que alimentam esta onda da revolução industrial: conectividade, mobilidade, computação em nuvem, o big data e a camada social.

Na sociedade há também cinco mudanças no comportamento previsto: expectativas maiores; confiança nos colegas/amigos/família; mais informação; mais escolhas e voz própria.

Ou seja, o consumidor-cliente-cidadão é o centro do novo modelo de negócio e o maior campo de competição. Os exemplos disso são muitos: Alibaba é o maior e-commerce global e não tem um único estoque ou Centro de Distribuição; o airbnb o maior fornecedor de quartos e não tem um único hotel em seu nome; Facebook é o maior meio midiático e não produz uma linha de conteúdo e o Uber, maior empresa de transporte, que não tem um único veículo.

Em comum, todas têm plataformas globais, têm uso fácil e seu foco é tecnologia; quase não têm meios; produzem economia compartilhada e são altamente escaláveis com crescimento exponencial.

Como a digitalização redefine os negócios?

O processo de digitalização começa com uma mudança nos valores principais. Isso cria novas formas de negócio, que geram pressão nos preços e margens; é preciso facilitar negócios entre países diferentes, respeitando suas culturas e, daí surgem as divergências entre qualificação e necessidades dos negócios – que novamente transformam valores centrais.

Em cada área, do desenvolvimento do produto às políticas e administração do negócio – eles falam em seguros, mas podemos transpor isso para o comércio eletrônico sem dificuldade – é preciso evoluir.

Reconfigurando as cadeias de valores

1. Desenvolvimento de produto:

– evite produtos monolíticos. Quanto mais modular, melhor.

– crie novos produtos e serviços digitais

– personalização: permita a combinação de diversos de seus módulos de serviços

2. Liderança

– mídia social é o veículo de construção e definição de marca

– a administração de vendas e controle é guiada pelos dados e resultados concretos.

– lealdade e campanhas são questões tratadas digitalmente.

3. Vendas

– integração de canais

– facilidade de acesso

– controle de conversões e leads

– suporte em tempo real

Com a mudança de cenário aparecem novos concorrentes no cenário – como sempre. Para se manter na liderança é importante liderar o acesso à base de clientes e conquistar parcerias para garantir a posição de liderança – ou assumir o papel de gate-keeper, aquele que define quem entra, quem fica fora e quais serão as regras do jogo.

Novas fontes de informação

As fontes tradicionais de informação eram: identificadores (nome, idade, gênero, tamanho da família, trabalho); renda e propriedades; relação comercial; informações financeiras.

Com a digitalização há novas fontes – e mais ricas – tanto dentro como fora das empresas.

Usar informações da Internet das Coisas (IoT), como carros conectados, equipamentos domésticos; através de parcerias com empresas fornecedoras ou aquelas que captam estes dados.

Para cada categoria/setor há diversas empresas que captam informações sobre ela. E, transversalmente, empresas como Google e Facebook têm informações sobre seus usuários também.

Usar a informação pública disponível, parcial ou totalmente, na internet, por exemplo, nas redes sociais.

Usar a informação coletada por órgãos do governo e dos marketplaces.

Com a evolução dos agregadores de preços e serviços aumenta a pressão sobre as margens. Cada categoria de produto ou serviço terá uma diferente relação com a pressão.

Além disso, há a questão de quem serão os profissionais para trabalhar em cada área. As mudanças digitais exigem novos conhecimentos e habilidades que nem sempre estão disponíveis no mercado.

Imagem: Binary, Brett Jordan, CC-BY

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